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	<title>Familiarte &#187; Família e Sociedade</title>
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	<description>lazer, educação e saúde</description>
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		<title>Brinquedos – Milenar, criativo, salutar, educativo</title>
		<link>http://www.familiarte.com.br/2009/10/29/entrevista-com-adelso-murta-filho-sobre-a-importancia-do-brincar/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 21:12:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paula</dc:creator>
				<category><![CDATA[Família e Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[  (Texto do Almanaque BRASIL, uma publicação mensal distribuída nos vôos da Tam). Dia do Brinquedo, 24 de maio. Saudemos, respeitemos. Brincando, a criança aprende a ser quem é. E fazendo seu próprio brinquedo desafia suas capacidades. Criança que não brinca não aprende.  Mané-gostoso, símbolo da empresa que publica este ALMANAQUE. Rabo-de-gato, jabolô, escada-de-jacó. Jogo-da-velha, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>
<h1><strong><span style="font-size: x-large; font-family: Times New Roman;"><span style="FONT-SIZE: 24pt"> </span></span></strong></h1>
<p><em><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"><span style="FONT-SIZE: 12pt; FONT-STYLE: italic">(Texto do Almanaque BRASIL, uma publicação mensal distribuída nos vôos da Tam). </span></span></em></h2>
<p style="TEXT-ALIGN: center" align="center"><em><strong><em><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"><span style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-SIZE: 12pt">Dia do Brinquedo, </span></span></em></strong></em><strong><strong><em><span style="font-family: Times New Roman;"><span style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-STYLE: italic">24 de maio</span></span></em></strong></strong><em><strong><em><span style="font-family: Times New Roman;"><span style="FONT-WEIGHT: bold">. Saudemos, respeitemos. Brincando, a criança aprende a ser quem é. E fazendo seu próprio brinquedo desafia suas capacidades. Criança que não brinca não aprende.</span></span></em></strong></em><strong><span style="FONT-WEIGHT: bold"> </span></strong></p>
<p><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"><span style="FONT-SIZE: 12pt"><a href="http://novo.almanaquebrasil.com.br/wp-content/uploads/2008/11/74especial1.jpg" rel="lightbox[352]"><span style="TEXT-DECORATION: none"><img id="ecx_x0000_i1025" title="Reprodução/AB" src="http://by111w.bay111.mail.live.com/mail/SafeRedirect.aspx?hm__tg=http://64.4.17.249/att/GetAttachment.aspx&amp;hm__qs=file%3dd4755490-cb78-425c-839e-facf1faba82c.jpg%26ct%3daW1hZ2UvanBlZw_3d_3d%26name%3daW1hZ2UwMDEuanBn%26inline%3d1%26rfc%3d0%26empty%3dFalse%26imgsrc%3dcid%253aimage001.jpg%254001CA5CAE.50E91D40&amp;oneredir=1&amp;ip=10.1.106.209&amp;d=d2012&amp;mf=0&amp;a=01_26f5222c2402498ca9b949319fdf941461d7c3c43a08a9ed08e0652e88f4493c" border="0" alt="" width="111" height="123" /></span></a>Mané-gostoso, símbolo da empresa que publica este ALMANAQUE. Rabo-de-gato, jabolô, escada-de-jacó. Jogo-da-velha, corrupio, amarelinha. Tais termos, conhecidos das crianças de ontem, aos poucos se transformam, de mistérios, em surpresas para as crianças de hoje.<br />
Em forma de arte, ganham vida materiais simples: caixas, pedaços de madeira, garrafas e outras embalagens de plástico, papéis. Folhas de palmeira, sementes, pedrinhas. E o que mais surgir. Juntam-se a outros brinquedos invisíveis, às histórias, às músicas que fazem a cultura de um país. Tesouro que os adultos, por vezes, se esquecem de passar adiante.<br />
“Muitos pais acham que as crianças não vão se interessar pelas brincadeiras que eles sabem”, diz a educadora Renata Meirelles.</span></span></p>
<p><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"><span style="FONT-SIZE: 12pt"><a href="http://novo.almanaquebrasil.com.br/wp-content/uploads/2008/11/74especial2.jpg" rel="lightbox[352]"><span style="TEXT-DECORATION: none"><img id="ecx_x0000_i1026" title="Manoel Marques" src="http://by111w.bay111.mail.live.com/mail/SafeRedirect.aspx?hm__tg=http://64.4.17.249/att/GetAttachment.aspx&amp;hm__qs=file%3d8ba13f80-92f1-4e35-886b-9d00df6a578c.jpg%26ct%3daW1hZ2UvanBlZw_3d_3d%26name%3daW1hZ2UwMDIuanBn%26inline%3d1%26rfc%3d0%26empty%3dFalse%26imgsrc%3dcid%253aimage002.jpg%254001CA5CAE.50E91D40&amp;oneredir=1&amp;ip=10.1.106.209&amp;d=d2012&amp;mf=0&amp;a=01_26f5222c2402498ca9b949319fdf941461d7c3c43a08a9ed08e0652e88f4493c" border="0" alt="Renata Meirelles" width="180" height="120" /></span></a></span></span></p>
<p><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"><span style="FONT-SIZE: 12pt">Renata Meirelles</span></span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"><span style="FONT-SIZE: 12pt">Renata percorreu a Amazônia durante oito meses, aprendeu brinquedos com as crianças de vilas e aldeias, descobriu que o brincar fala linguagem universal.<br />
“Existe uma porção profunda de nossa personalidade pela qual todos os homens se comunicam”, explica. “Essa memória comum vem à tona de diferentes formas, ajudando a criar e preservar as diferentes culturas.”<br />
Nas pesquisas e nas viagens, Renata já catalogou 130 tipos de amarelinha, “inventados” por crianças de todos os continentes.</span></span></p>
<p><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"><span style="FONT-SIZE: 12pt"><a href="http://novo.almanaquebrasil.com.br/wp-content/uploads/2008/11/barradvisao63.png" rel="lightbox[352]"><span style="TEXT-DECORATION: none"><img id="ecx_x0000_i1027" title="Reprodução/AB" src="http://by111w.bay111.mail.live.com/mail/SafeRedirect.aspx?hm__tg=http://64.4.17.249/att/GetAttachment.aspx&amp;hm__qs=file%3d9f4acfa4-15fe-496f-a4fb-91cd2ffd14d3.gif%26ct%3daW1hZ2UvZ2lm%26name%3daW1hZ2UwMDMuZ2lm%26inline%3d1%26rfc%3d0%26empty%3dFalse%26imgsrc%3dcid%253aimage003.gif%254001CA5CAE.50E91D40&amp;oneredir=1&amp;ip=10.1.106.209&amp;d=d2012&amp;mf=0&amp;a=01_26f5222c2402498ca9b949319fdf941461d7c3c43a08a9ed08e0652e88f4493c" border="0" alt="" width="500" height="5" /></span></a><br />
<strong><strong><span style="color: #800000; font-family: Times New Roman;"><span style="COLOR: maroon">Uma linguagem expressiva</span></span></strong></strong><strong><span style="FONT-WEIGHT: bold"><br />
</span></strong>A teoria de Renata Meirelles ecoa nas palavras de Adriana Friedman, mestra em Metodologia do Ensino, fundadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento (Nepsid), e autora de livros relacionados ao tema.</span></span></p>
<p><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"><span style="FONT-SIZE: 12pt"><a href="http://novo.almanaquebrasil.com.br/wp-content/uploads/2008/11/74especial4.jpg" rel="lightbox[352]"><span style="TEXT-DECORATION: none"><img id="ecx_x0000_i1028" title="Manoel Marques" src="http://by111w.bay111.mail.live.com/mail/SafeRedirect.aspx?hm__tg=http://64.4.17.249/att/GetAttachment.aspx&amp;hm__qs=file%3db28c60ba-bea8-4793-9692-cdbfb38af4fb.jpg%26ct%3daW1hZ2UvanBlZw_3d_3d%26name%3daW1hZ2UwMDQuanBn%26inline%3d1%26rfc%3d0%26empty%3dFalse%26imgsrc%3dcid%253aimage004.jpg%254001CA5CAE.50E91D40&amp;oneredir=1&amp;ip=10.1.106.209&amp;d=d2012&amp;mf=0&amp;a=01_26f5222c2402498ca9b949319fdf941461d7c3c43a08a9ed08e0652e88f4493c" border="0" alt="Chico dos Bonecos" width="180" height="138" /></span></a></span></span></p>
<p><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"><span style="FONT-SIZE: 12pt">Chico dos Bonecos</span></span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"><span style="FONT-SIZE: 12pt">“Brincar é uma das linguagens mais expressivas do ser humano. A criança expressa seu ser mais profundo, comunica como compreende o mundo, como ela está e o que está vivendo”, diz. “É brincando que o ser humano aprende dos seus iguais e a respeitar os seus diferentes. É através do brincar que a criança tem a possibilidade de se inserir em um grupo. Ela sempre irá encontrar o seu lugar.”</span></span></p>
<p><em><em><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"><span style="FONT-SIZE: 12pt">Tudo que embola desembola</span></span></em></em><em><span style="FONT-STYLE: italic"><br />
<em><em><span style="font-family: Times New Roman;">Tudo que enrola desenrola</span></em></em></span></em></p>
<p><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"><span style="FONT-SIZE: 12pt">Cantando esses versos, o mineiro Chico dos Bonecos vai dando vida aos mais diversos materiais. Artista do teatro de bonecos, trabalha com a alegria das crianças e conquista a simpatia dos educadores.<br />
“Os brinquedos chamados ‘antigos’ parecem simples, mas são verdadeiros desafios à criatividade, à imaginação, ao aprendizado”, diz Chico. “As crianças têm direito a esses jogos, que fazem parte de sua cultura e de sua história.”</span></span></p>
<p><strong><strong><span style="font-size: small; color: #800000; font-family: Times New Roman;"><span style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: maroon">“Legal” brincando, “chato” na classe</span></span></strong></strong><strong><span style="FONT-WEIGHT: bold"><br />
</span></strong>Os arte-educadores Chico, Renata e Adriana são unânimes: recuperar os brinquedos “de antigamente” faz parte de uma nova forma de encarar a educação. Em vez de perguntar “o que tenho para ensinar?”, o educador se pergunta: “Como as crianças aprendem?”<br />
“Criar brinquedos e jogos é uma maneira de transmitir conhecimentos na linguagem que as crianças entendem”, diz Chico.</p>
<p><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"><span style="FONT-SIZE: 12pt"><a href="http://novo.almanaquebrasil.com.br/wp-content/uploads/2008/11/74especial5.jpg" rel="lightbox[352]"><span style="TEXT-DECORATION: none"><img id="ecx_x0000_i1029" title="Manoel Marques" src="http://by111w.bay111.mail.live.com/mail/SafeRedirect.aspx?hm__tg=http://64.4.17.249/att/GetAttachment.aspx&amp;hm__qs=file%3dcb28e4eb-6e6c-495e-9cdc-9921b7bc17f3.jpg%26ct%3daW1hZ2UvanBlZw_3d_3d%26name%3daW1hZ2UwMDUuanBn%26inline%3d1%26rfc%3d0%26empty%3dFalse%26imgsrc%3dcid%253aimage005.jpg%254001CA5CAE.50E91D40&amp;oneredir=1&amp;ip=10.1.106.209&amp;d=d2012&amp;mf=0&amp;a=01_26f5222c2402498ca9b949319fdf941461d7c3c43a08a9ed08e0652e88f4493c" border="0" alt="Adelsin" width="180" height="239" /></span></a></span></span></p>
<p><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"><span style="FONT-SIZE: 12pt">Adelsin</span></span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"><span style="FONT-SIZE: 12pt">E qual seria o futuro do brinquedo, em meio a telas de computador e evoluções tecnológicas? O futuro está em devolver a criança à natureza. À natureza do ser humano, como diz Adelsin, artista mineiro que desenvolve projetos com educadores em várias partes do Brasil. Em cidades carentes de quintais e espaços abertos, que foram os palcos de suas brincadeiras de infância, ele considera a escola como o principal espaço para que as crianças vivam sua infância.<br />
O ex-professor do ensino fundamental que, durante o intervalo das aulas, preferia brincar com as crianças a ficar na sala dos professores, certo dia ouviu de uma aluna:<br />
“Você é legal brincando com a gente no recreio, mas é chato dentro da classe.”<br />
E percebeu que a escola convencional não fornecia a melhor forma de aprendizado. “As crianças precisam de movimento, de espaços acolhedores e não repressores”, diz. Para humanizar esses espaços, Adelsin aposta, mais uma vez, nas brincadeiras inventadas pelas próprias crianças &#8211; e por adultos também.<br />
“Brincar é um movimento natural do ser humano. Com os adultos, a gente o resgata. Com as crianças, a gente vive.”</span></span></p>
<p><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"><span style="FONT-SIZE: 12pt"><a href="http://novo.almanaquebrasil.com.br/wp-content/uploads/2008/11/barradvisao63.png" rel="lightbox[352]"><span style="TEXT-DECORATION: none"><img id="ecx_x0000_i1030" title="Reprodução/AB" src="http://by111w.bay111.mail.live.com/mail/SafeRedirect.aspx?hm__tg=http://64.4.17.249/att/GetAttachment.aspx&amp;hm__qs=file%3d9d5da26d-9417-4b45-a587-3c350b6c62c4.gif%26ct%3daW1hZ2UvZ2lm%26name%3daW1hZ2UwMDYuZ2lm%26inline%3d1%26rfc%3d0%26empty%3dFalse%26imgsrc%3dcid%253aimage006.gif%254001CA5CAE.50E91D40&amp;oneredir=1&amp;ip=10.1.106.209&amp;d=d2012&amp;mf=0&amp;a=01_26f5222c2402498ca9b949319fdf941461d7c3c43a08a9ed08e0652e88f4493c" border="0" alt="" width="500" height="5" /></span></a><br />
<strong><strong><span style="color: #800000; font-family: Times New Roman;"><span style="COLOR: maroon">Com a mão na massa</span></span></strong></strong><br />
Quer aprender como se faz um brinquedo? Chico dos Bonecos, Renata Meirelles e Adelsin ensinam: </span></span></p>
<p style="TEXT-ALIGN: center" align="center"><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"><span style="FONT-SIZE: 12pt"><a href="http://novo.almanaquebrasil.com.br/wp-content/uploads/2008/11/74especial_pop1x.jpg" rel="lightbox[352]"><span style="TEXT-DECORATION: none"><img id="ecx_x0000_i1031" title="Manoel Marques" src="http://by111w.bay111.mail.live.com/mail/SafeRedirect.aspx?hm__tg=http://64.4.17.249/att/GetAttachment.aspx&amp;hm__qs=file%3d02650a91-6b31-414f-a389-f8ac44cb174f.jpg%26ct%3daW1hZ2UvanBlZw_3d_3d%26name%3daW1hZ2UwMDcuanBn%26inline%3d1%26rfc%3d0%26empty%3dFalse%26imgsrc%3dcid%253aimage007.jpg%254001CA5CAE.50E91D40&amp;oneredir=1&amp;ip=10.1.106.209&amp;d=d2012&amp;mf=0&amp;a=01_26f5222c2402498ca9b949319fdf941461d7c3c43a08a9ed08e0652e88f4493c" border="0" alt="" width="120" height="120" /></span></a> </span></span></p>
<p style="TEXT-ALIGN: center" align="center"><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"><span style="FONT-SIZE: 12pt"><a href="http://novo.almanaquebrasil.com.br/wp-content/uploads/2008/11/74especial_pop2x.jpg" rel="lightbox[352]"><span style="TEXT-DECORATION: none"><img id="ecx_x0000_i1032" title="Manoel Marques" src="http://by111w.bay111.mail.live.com/mail/SafeRedirect.aspx?hm__tg=http://64.4.17.249/att/GetAttachment.aspx&amp;hm__qs=file%3d0c68e690-a5b7-4e54-8048-e3ac8d3b91dd.jpg%26ct%3daW1hZ2UvanBlZw_3d_3d%26name%3daW1hZ2UwMDguanBn%26inline%3d1%26rfc%3d0%26empty%3dFalse%26imgsrc%3dcid%253aimage008.jpg%254001CA5CAE.50E91D40&amp;oneredir=1&amp;ip=10.1.106.209&amp;d=d2012&amp;mf=0&amp;a=01_26f5222c2402498ca9b949319fdf941461d7c3c43a08a9ed08e0652e88f4493c" border="0" alt="" width="120" height="180" /></span></a><span style="color: #800000;"><span style="COLOR: maroon">     </span></span> <a href="http://novo.almanaquebrasil.com.br/wp-content/uploads/2008/11/74especial_pop3x.jpg" rel="lightbox[352]"><span style="TEXT-DECORATION: none"><img id="ecx_x0000_i1033" title="Reprodução/AB" src="http://by111w.bay111.mail.live.com/mail/SafeRedirect.aspx?hm__tg=http://64.4.17.249/att/GetAttachment.aspx&amp;hm__qs=file%3d4cd1587a-1672-4921-b090-b350b8161f4e.jpg%26ct%3daW1hZ2UvanBlZw_3d_3d%26name%3daW1hZ2UwMDkuanBn%26inline%3d1%26rfc%3d0%26empty%3dFalse%26imgsrc%3dcid%253aimage009.jpg%254001CA5CAE.50E91D40&amp;oneredir=1&amp;ip=10.1.106.209&amp;d=d2012&amp;mf=0&amp;a=01_26f5222c2402498ca9b949319fdf941461d7c3c43a08a9ed08e0652e88f4493c" border="0" alt="" width="120" height="145" /></span></a> </span></span></p>
<p><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"><span style="FONT-SIZE: 12pt"><a href="http://novo.almanaquebrasil.com.br/wp-content/uploads/2008/11/barra1.png" rel="lightbox[352]"><span style="TEXT-DECORATION: none"><img id="ecx_x0000_i1034" title="Reprodução/AB" src="http://by111w.bay111.mail.live.com/mail/SafeRedirect.aspx?hm__tg=http://64.4.17.249/att/GetAttachment.aspx&amp;hm__qs=file%3d1fba19fa-a989-407c-a21f-8a848a8d4c46.gif%26ct%3daW1hZ2UvZ2lm%26name%3daW1hZ2UwMTAuZ2lm%26inline%3d1%26rfc%3d0%26empty%3dFalse%26imgsrc%3dcid%253aimage010.gif%254001CA5CAE.50E91D40&amp;oneredir=1&amp;ip=10.1.106.209&amp;d=d2012&amp;mf=0&amp;a=01_26f5222c2402498ca9b949319fdf941461d7c3c43a08a9ed08e0652e88f4493c" border="0" alt="" width="500" height="5" /></span></a></span></span></p>
<p><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"><span style="FONT-SIZE: 12pt"><a href="http://novo.almanaquebrasil.com.br/wp-content/uploads/2008/11/74especial6.jpg" rel="lightbox[352]"><span style="TEXT-DECORATION: none"><img id="ecx_x0000_i1035" title="Reprodução/AB" src="http://by111w.bay111.mail.live.com/mail/SafeRedirect.aspx?hm__tg=http://64.4.17.249/att/GetAttachment.aspx&amp;hm__qs=file%3d7626eb99-4d19-407a-ba65-1f86e9f00ef0.jpg%26ct%3daW1hZ2UvanBlZw_3d_3d%26name%3daW1hZ2UwMTEuanBn%26inline%3d1%26rfc%3d0%26empty%3dFalse%26imgsrc%3dcid%253aimage011.jpg%254001CA5CAE.50E91D40&amp;oneredir=1&amp;ip=10.1.106.209&amp;d=d2012&amp;mf=0&amp;a=01_26f5222c2402498ca9b949319fdf941461d7c3c43a08a9ed08e0652e88f4493c" border="0" alt="" width="180" height="135" /></span></a><strong><strong><span style="color: #800000; font-family: Times New Roman;"><span style="COLOR: maroon">CURIOSIDADES</span></span></strong></strong><strong><span style="FONT-WEIGHT: bold"><br />
</span></strong>» Há mais de 6 mil anos, crianças japonesas e chinesas faziam bolas de fibra de bambu ou crina de cavalo. Garotos romanos e gregos preferiam bolas de tiras de couro e penas de aves. Também usavam bexiga de boi para a brincadeira.<br />
» A primeira bola branca foi feita por um brasileiro, Joaquim Simão, em 1935. Pretendia melhorar a visão da bola em jogos noturnos.<br />
» Os primeiros piões conhecidos datam de 3 mil anos a.C., na Babilônia. Eram feitos de argila, traziam as bordas decoradas com relevos, formas humanas ou de bichos.<br />
<a href="http://novo.almanaquebrasil.com.br/wp-content/uploads/2008/11/74especial7.jpg" rel="lightbox[352]"><span style="TEXT-DECORATION: none"><img id="ecx_x0000_i1036" title="Reprodução/AB" src="http://by111w.bay111.mail.live.com/mail/SafeRedirect.aspx?hm__tg=http://64.4.17.249/att/GetAttachment.aspx&amp;hm__qs=file%3d0ae10592-8fd0-43b2-a3d4-1c15dab7bb24.jpg%26ct%3daW1hZ2UvanBlZw_3d_3d%26name%3daW1hZ2UwMTIuanBn%26inline%3d1%26rfc%3d0%26empty%3dFalse%26imgsrc%3dcid%253aimage012.jpg%254001CA5CAE.50E91D40&amp;oneredir=1&amp;ip=10.1.106.209&amp;d=d2012&amp;mf=0&amp;a=01_26f5222c2402498ca9b949319fdf941461d7c3c43a08a9ed08e0652e88f4493c" border="0" alt="" width="180" height="75" /></span></a>» Reis da Idade Média usavam soldados em miniatura para planejar batalhas. A partir do século 19, passou-se a vender os bonecos como brinquedos de luxo, encontrados somente nas casas das crianças nobres.<br />
» A história aponta como criador do futebol de botão, em 1947, o inglês Peter Adolph. Mas, 17 anos antes, há registros de que um garoto carioca, Geraldo Décourt, já divertia a vizinhança com tal jogo. Seu colégio proibiu o brinquedo porque se tornou comum alunos assistirem às aulas segurando as calças com as mãos: tiravam os botões para formar os times.</span></span></p>
<p><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"><span style="FONT-SIZE: 12pt"><a href="http://novo.almanaquebrasil.com.br/wp-content/uploads/2008/11/barra1.png" rel="lightbox[352]"><span style="TEXT-DECORATION: none"><img id="ecx_x0000_i1037" title="Reprodução/AB" src="http://by111w.bay111.mail.live.com/mail/SafeRedirect.aspx?hm__tg=http://64.4.17.249/att/GetAttachment.aspx&amp;hm__qs=file%3d1fba19fa-a989-407c-a21f-8a848a8d4c46.gif%26ct%3daW1hZ2UvZ2lm%26name%3daW1hZ2UwMTAuZ2lm%26inline%3d1%26rfc%3d0%26empty%3dFalse%26imgsrc%3dcid%253aimage010.gif%254001CA5CAE.50E91D40&amp;oneredir=1&amp;ip=10.1.106.209&amp;d=d2012&amp;mf=0&amp;a=01_26f5222c2402498ca9b949319fdf941461d7c3c43a08a9ed08e0652e88f4493c" border="0" alt="" width="500" height="5" /></span></a><br />
<strong><strong><span style="color: #800000; font-family: Times New Roman;"><span style="COLOR: maroon">Pião</span></span></strong></strong><strong><span style="FONT-WEIGHT: bold"><br />
</span></strong>Pião, na Amazônia, é brinquedo atual. <a href="http://novo.almanaquebrasil.com.br/wp-content/uploads/2008/11/74especial3.jpg" rel="lightbox[352]"><span style="TEXT-DECORATION: none"><img id="ecx_x0000_i1038" title="Manoel Marques" src="http://by111w.bay111.mail.live.com/mail/SafeRedirect.aspx?hm__tg=http://64.4.17.249/att/GetAttachment.aspx&amp;hm__qs=file%3d550bcf11-891b-4386-aa08-28b7b4de03ec.jpg%26ct%3daW1hZ2UvanBlZw_3d_3d%26name%3daW1hZ2UwMTMuanBn%26inline%3d1%26rfc%3d0%26empty%3dFalse%26imgsrc%3dcid%253aimage013.jpg%254001CA5CAE.50E91D40&amp;oneredir=1&amp;ip=10.1.106.209&amp;d=d2012&amp;mf=0&amp;a=01_26f5222c2402498ca9b949319fdf941461d7c3c43a08a9ed08e0652e88f4493c" border="0" alt="" width="180" height="114" /></span></a>Quem não tem faz o seu. Os mestres da confecção de piões são geralmente meninos entre 11 e 15 anos. Só precisam de um bom facão, um prego e uma língua de pirarucu, o maior peixe da Amazônia &#8211; pode chegar a 2 metros de comprimento. A língua tem consistência dura e áspera, ideal para lixar madeira.<br />
Em 20 minutos, esses meninos conseguem encontrar a madeira ideal, cortá-la, lixá-la e, por fim, colocar um prego na extremidade inferior. Em segundos, o pião está rodando.</span></span></p>
<p><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"><span style="FONT-SIZE: 12pt"><a href="http://novo.almanaquebrasil.com.br/wp-content/uploads/2008/11/barra1.png" rel="lightbox[352]"><span style="TEXT-DECORATION: none"><img id="ecx_x0000_i1039" title="Reprodução/AB" src="http://by111w.bay111.mail.live.com/mail/SafeRedirect.aspx?hm__tg=http://64.4.17.249/att/GetAttachment.aspx&amp;hm__qs=file%3d2e7ae73e-3166-4900-a6a0-b24eb234e0a2.gif%26ct%3daW1hZ2UvZ2lm%26name%3daW1hZ2UwMjcuZ2lm%26inline%3d1%26rfc%3d0%26empty%3dFalse%26imgsrc%3dcid%253aimage027.gif%254001CA5CAE.50E91D40&amp;oneredir=1&amp;ip=10.1.106.209&amp;d=d2012&amp;mf=0&amp;a=01_26f5222c2402498ca9b949319fdf941461d7c3c43a08a9ed08e0652e88f4493c" border="0" alt="" width="500" height="5" /></span></a><br />
<strong><strong><span style="color: #800000; font-family: Times New Roman;"><span style="COLOR: maroon">Para brincar mais</span></span></strong></strong><br />
Projeto Bira (Brincadeiras Infantis da Região Amazônica) &#8211; <a href="http://www.projetobira.com/">www.projetobira.com</a><br />
Aliança pela Infância no Brasil &#8211; <a href="http://www.aliancapelainfancia.org.br/">www.aliancapelainfancia.org.br</a><br />
Núcleo de Estudos e Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento <a href="http://www.nepsid.com.br/">www.nepsid.com.br</a><br />
Barangandão Arco-Íris &#8211; 36 brinquedos inventados por meninos, de Adelsin, Lapa &#8211; Cia. de Produção Cultural, 1997 </span></span></p>
<p><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;"><span style="FONT-SIZE: 12pt">A Arte de Brincar, de Adriana Friedman, Vozes, 2004</span></span></p>
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		<title>Entrevista com Lydia Hortélio sobre a importância do brincar</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 18:46:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paula</dc:creator>
				<category><![CDATA[Família e Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Sonho com o tempo em que poderemos falar em integração nacional através da cultura da criança&#8221; 07/10/2009 ESPECIAL A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR Lydia Hortélio estudou piano, educação musical e musicologia, mas foi na cultura do brincar que encontrou sua maior paixão. Já são mais de 20 anos de estudo sobre os brinquedos. Palavra, que segundo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<ul>
<li>&#8220;Sonho com o tempo em que poderemos falar em integração nacional através da cultura da criança&#8221;
<p>07/10/2009</li>
</ul>
<p style="text-align: left;">ESPECIAL A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR</p>
<p>Lydia Hortélio estudou piano, educação musical e musicologia, mas foi na cultura do brincar que encontrou sua maior paixão. Já são mais de 20 anos de estudo sobre os brinquedos. Palavra, que segundo ela, não traduz apenas um objeto. Seu significado é bem mais amplo. Ela diz que brinquedo é tudo que envolve o brincar. A roda, o jogo, a cantiga. É uma palavra que traduz desde o objeto com o qual se brinca, a estrutura brincante até o próprio fenômeno lúdico.</p>
<p>Segundo Lydia, as crianças de hoje estão perdendo muito por não terem contato com a natureza e não terem a oportunidade de aprender mais por meio dos brinquedos tradicionais.</p>
<p><strong>Como surgiu o interesse pela cultura do brincar?</strong><br />
Quando um professor extraordinário que eu tive mostrou gravações feitas na Hungria, no começo do século 20, com crianças pequenininhas cantando, isso me tocou profundamente. Logo eu comecei a fazer fichas dos brinquedos da minha infância. Foi nesse momento que despertou o meu interesse pelos brinquedos.</p>
<p>Esse professor que me chamou a atenção que nós educadores tínhamos o costume de tirar a cantiga e dar aula de música. Ele disse que isso ainda não era brinquedo. O brinquedo tem a cantiga, tem a palavra, tem uma ação, tem um movimento próprio e precisa ser brincado para poder ter vida. Ele dizia que brinquedo é um organismo vivo.</p>
<p><strong>Qual a relação você vê entre o brincar e a música?</strong><br />
Os brinquedos são silenciosos. Os meninos falam muito, mas quando estão brincando não falam tanto. Eles só falam o que é necessário para a realização daquele brinquedo. E o vocabulário é ligado às regras e à necessidade do brinquedo.</p>
<p>Vi depois que tinham alguns brinquedos com som, e esses sons também são estruturais. Então existem brinquedos silenciosos e brinquedos sonantes. Esses brinquedos sonantes têm uma música muito elementar que depois vai se tornando mais complexa até chegar aos brinquedos verdadeiramente cantados com melodias desenvolvidas. Com esses estudos, a gente pode constatar que a música brasileira já existe na música tradicional da infância. Então a música tem um papel muito importante no repertório dos brinquedos de criança.</p>
<p><strong>Há muitos anos você pesquisa o brincar em vários países. O que encontrou de mais interessante?</strong><br />
Eu morei 20 anos na Europa e lá existem muitas fontes. Tenho um acervo fabuloso de informações e usei muitas delas para mostrar o que é infância ao longo da história. Existem pinturas, gravuras, esculturas, achados arqueológicos. Com isso você vê os mesmos brinquedos em épocas remotas interligadas e em culturas completamente diferentes. Por exemplo, o brinquedo das cinco pedrinhas, na minha terra se chama “capitão”, em Vitória da Conquista é chamado “jogo da avó” e provavelmente o nome vai mudando em muitos municípios. Esse é um brinquedo que é encontrado em muitas épocas. Tenho documentos da Grécia antiga, revelando que eles usavam esse brinquedo. Existem pinturas na Holanda do século 16, na Inglaterra do século 19 e também na Itália. Você encontra em vários lugares que, pressupõe-se, não se comunicavam entre si.</p>
<p><strong>O brincar também tem o papel de transferir cultura e experiência de uma criança para outra?</strong><br />
Necessariamente se transfere porque quando a criança aprende um brinquedo, depois quer ensinar para outras. Elas gostam disso. É assim que funciona a cultura da infância, ela vai permeando tudo, se transferindo de um lado para o outro. Em uma aula eu cantei um brinquedo da minha infância, que foi o único brinquedo de mão que eu conhecia quando criança. Enquanto eu cantava, uma senhora cantava junto comigo. Ela disse que conhecia aquele brinquedo, mas ela morava em Bofete, no interior de São Paulo, e não tinha nenhuma ligação com o Nordeste. Eu não sei como esse brinquedo chegou até lá. Muitas vezes eu encontro esse tipo de situação.</p>
<p>Eu sonho com o tempo em que nós poderemos falar em integração nacional através da cultura da criança, de modo que os meninos passem a reconhecer os seus compatriotas através de uma cantiga que ambos conhecem. Gostaria de viajar o Brasil inteiro para verificar essas diferenças, porém essa tarefa fica para as gerações futuras.</p>
<p><strong>Você acha que o brinquedo industrializado está substituindo esse intercâmbio cultural entre as crianças?</strong><br />
Sim e é uma pena. Inclusive, hoje em dia, poucos são os artesãos que fazem brinquedos. Até nas feiras do interior os brinquedos de plástico, que não tem valor lúdico nenhum, estão por toda parte.</p>
<p><strong>Os brinquedos são diferentes de acordo com a idade?</strong><br />
Eu entendo os brinquedos como uma expressão da necessidade de crescimento. Então, com um ano, a criança acaba descobrindo as mãozinhas e passa a usá-las como brinquedo. O menino que é um pouco mais velho e aprende a andar tem necessidades diferentes e o corpo dele pede determinados movimentos que a própria evolução o leva a realizar. Existe uma cronologia.</p>
<p>Depois, os brinquedos vão ficando cada vez mais diversificados. Alguns possuem regras que representam um desafio para o corpo e que resultam numa apropriação das possibilidades de movimento que existem no corpo humano. Os meninos se apropriam disso por meio de seus brinquedos.</p>
<p><strong>O videogame e o computador impossibilitam esse desafio para o corpo?</strong><br />
Tendo visto durante anos o brincar das crianças entre elas mesmas, eu acho o videogame de uma pobreza enorme. Primeiro porque você não precisa do outro. E depois ele tem que cumprir as regras do brinquedinho.</p>
<p>O que você deve fazer é mostrar outras possibilidades e, antes de mais nada, levar os meninos para a natureza. A gente saiu da natureza para morar nas cidades, com espaços cada vez menores, os quintais desapareceram, a maioria das pessoas mora em apartamentos, o quarto das crianças são menores e elas não vão ao playground porque têm televisão e computador em casa.</p>
<p>Quando um menino está à beira do mar, ele tem a água ou ele está no campo e tem uma árvore pra subir ou areia pra rolar. Ele tem desafios que vão restituir na criança o sentimento do corpo que é o que a gente perdeu.</p>
<p><strong>O que isso representa para a criança?</strong><br />
Tudo funciona “na cabeça” e você tem não só o pensar. Tem também o sentir, o querer, o fazer. E a parte do fazer está adormecida.</p>
<p>A escola também faz parte do pensar e é um pensar desconectado, pois só existe a preocupação em compreender e organizar. Criam-se regras para entender as coisas numa dimensão abstrata.</p>
<p>O grande problema da humanidade é termos saído da natureza. Mesmo quem está na zona rural já possui televisão e as crianças ficam plantadas na televisão e os pais arranjam qualquer dinheiro para comprar bobagens eletrônicas para os filhos.</p>
<p><strong>Os brinquedos brasileiros podem revelar as origens do nosso povo?</strong><br />
Sim. É interessante ver as várias vertentes de formação do povo brasileiro. Eu tenho encontrado na zona rural muito brinquedo remanescente de índios. Percebemos que na estrutura melódica algumas coisas são mais africanas, outras são mais indígenas, outras de origem portuguesa, ibérica. Chegamos  a encontrar todos os gêneros da música brasileira. Isso porque os pais em um certo momento cantam para os filhos.</p>
<p>Com o tempo estudando isso, passamos a diferenciar o que é nitidamente inventado pelas crianças e outras que não são de crianças, possuindo uma arquitetônica diferente e mais desenvolvida, se assemelhando a canções da cultura popular. Por isso, é de extrema importância o estudo da música tradicional da infância.</p>
<p><strong>A senhora falou integração do país pela cultura da criança. Como isso seria possível?</strong><br />
O primeiro gesto seria se interessar pela cultura da criança. A televisão se incumbiu de passar um borrão em cima disso tudo e foi-se perdendo o gosto não só com a cultura da criança, mas com tudo que é brasileiro.</p>
<p>Ainda vi um Brasil em que a gente se reunia para cantar, para tocar um bandolim, um cavaquinho, puxar um violão. Existiam concursos de música popular e havia um estímulo à criação dentro dos moldes da cultura brasileira. Porém, a televisão catalisou a atenção das pessoas e o convívio foi muito comprometido.</p>
<p>Tenho sentido um interesse em relação ao brincar e vejo o interesse das pessoas crescer a cada dia, principalmente em São Paulo, onde muitos sentem saudade de cultura popular. Só pelo fato de existir há 15 anos em São Paulo uma casa como o Brincante (que promove estudos, pesquisas a respeito da arte e da cultura brasileira e que oferece cursos voltados para o brincar), já é um sinal de aproximação, de busca. É importante também fazer com que as pessoas voltem a se lembrar e a perceber que a infância está desaparecendo. Esse fato acontece em todo o mundo.</p>
<p><strong>Por que a senhora acredita que a infância está desaparecendo? </strong><br />
Estão tirando os filhos das mães cada vez mais cedo para ir à escola e lá começa uma prática apenas mental, quando as crianças são um corpo. Elas vivem em completa inteireza, o sentir, o pensar e o querer são uma unidade na criança e na educação fundamental já se começa a dividir isso. Eu vejo isso como uma ameaça muito grande, uma perda irreparável pra humanidade.</p>
<p>A falta de tempo dos adultos tem contribuído fortemente para as crianças ficarem no videogame. A criança vem sendo “domesticada” de acordo com os interesses comerciais da televisão. A solução é fazer os meninos conviverem com outros meninos, levar as crianças para a natureza, pois um projeto extraordinário da própria evolução está contido em nós.</p>
<p>Felizmente muitas vozes estão se levantando e tentando reconquistar o espaço de direito da criança, que é a natureza e o convívio para que na cultura da criança restabeleça um equilíbrio para o ser humano.</p>
<p> </p>
<p>Adelso Murta Filho<br />
<a title="O quintal é o território encantado da infância - Entrevista com Adelso Murta Filho" href="http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/NoticiaIntegra.aspx?id=6430&amp;origem=23" target="_self"><strong>&#8220;O quintal é o território encantado da infância&#8221;</strong> </a></p>
<p>Adriana Friedmann<br />
<a title="As crianças estão sendo educadas por um outro mundo que foge aos muros da escola - Entrevista com Adriana Friedmann" href="http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/NoticiaIntegra.aspx?id=6431&amp;origem=23" target="_self"><strong>&#8220;As crianças estão sendo educadas por um outro mundo que foge aos muros da escola&#8221;</strong> </a></p>
<p>Ana Lucia Villela<br />
<a title="O apelo emocional do consumo atinge todo o mundo - Entrevista com Ana Lucia Villela" href="http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/NoticiaIntegra.aspx?id=6432&amp;origem=23" target="_self"><strong>&#8220;O apelo emocional do consumo atinge todo o mundo&#8221;</strong> </a></p>
<p>Lydia Hortélio<br />
<a title="Sonho com o tempo em que poderemos falar em integração nacional através da cultura da criança - Entrevista com Lydia Hortélio" href="http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/NoticiaIntegra.aspx?id=6433&amp;origem=23" target="_self"><strong>&#8220;Sonho com o tempo em que poderemos falar em integração nacional através da cultura da criança&#8221;</strong> </a></p>
<p>Paulo Tatit<br />
<a title="É importante que a criança seja impregnada com o que há de melhor da sua cultura - Entrevista com Paulo Tatit" href="http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/NoticiaIntegra.aspx?id=6434&amp;origem=23" target="_self"><strong>&#8220;É importante que a criança seja impregnada com o que há de melhor da sua cultura&#8221;</strong> </a></p>
<p>Susan Linn<br />
<a title="Arte, religião e descobertas científicas são todas enraizadas na nossa capacidade de brincar - Entrevista com Susan Linn" href="http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/NoticiaIntegra.aspx?id=6435&amp;origem=23" target="_self"><strong>&#8220;Arte, religião e descobertas científicas são todas enraizadas na nossa capacidade de brincar&#8221;</strong> </a></p>
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		<title>Brincar faz bem à saúde!</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 00:42:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paula</dc:creator>
				<category><![CDATA[Família e Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Entenda a importância da brincadeira na vida de seu filho!   O que vivemos hoje em nossa sociedade é uma completa transformação do modo de se viver em família. Com isso, as relações entre pais e filhos mudaram. A sociedade mudou. E essas mudanças influenciam, de forma direta, na educação de nossos filhos. Um exemplo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Entenda a importância da brincadeira na vida de seu filho!</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">O que vivemos hoje em nossa sociedade é uma completa transformação do modo de se viver em família. Com isso, as relações entre pais e filhos mudaram. A sociedade mudou. E essas mudanças influenciam, de forma direta, na educação de nossos filhos.</p>
<p>Um exemplo conhecido é aquele que, quanto mais atividades a criança abranger (inglês, natação, entre outras), melhor será para a sua formação. Porém, é importante lembrar que toda criança precisa de tempo livre para brincar. &#8220;Brincar facilita o crescimento e, portanto, a saúde&#8221;, já alertava o conceituado pediatra e psicanalista inglês Donald Woods Winnicott.</p>
<p>Através da brincadeira é possível descobrir os limites do corpo, afinar a afetividade e, por que não, lidar com as frustrações. É justamente por causa da importância dessa atividade para a criança que um elemento especial precisa merecer a atenção dos pais: o brinquedo.</p>
<h3>Brinquedos modernos</h3>
<p align="justify">Em 30 anos houve um “boom” na tecnologia. Mudanças que pedem a atualização quase que diária de pais e mães. E o mercado de brinquedos tenta acompanhar esse novo quadro, com novidades cada vez mais sofisticadas e elaboradas para as crianças do século XXI.</p>
<p>A introdução da criança ao mundo tecnológico, porém, acontece de forma cada vez mais precoce. Segundo a psicóloga clínica Maria Lucia Paiva, existe sim uma gama de jogos e sites muito educativos, que mexem com o raciocínio rápido dos pequenos. Mas na infância é muito importante que a criança tenha a oportunidade de experimentar diversas possibilidades de aprendizagem, multiplicando o prisma de suas relações, não se limitando apenas a jogos eletrônicos ou televisão.</p>
<h3>Brincando com os filhos</h3>
<p align="justify">Os pais, muitas vezes, para agradar, acreditam que a quantidade de brinquedo é a melhor forma de suprir a necessidade de seus filhos. O mais importante, no entanto, é que exista um espaço e o respeito de deixar a criança brincar livremente. “Criança deve ter horário de criança e espaço de criança e, podar ou cortar bruscamente uma brincadeira, sem explicação aparente, é desrespeitar essa possibilidade de brincar” conclui Lucia.<br />
Lembrar de uma brincadeira da infância e propor ao seu filho também é uma alternativa muito interessante e deve ser feita com total espontaneidade. O prazer de brincar, de ensinar uma nova brincadeira, deve acontecer naturalmente, senão torna-se mecânico e não existe continuidade.</p>
<p align="justify">Bater um bolo, por exemplo, pode se tornar uma gostosa e divertida brincadeira entre pais e filhos e é importante que a criança sinta que a situação é divertida para os dois. Assim, percebe-se claramente que as velhas e boas brincadeiras são passadas intuitivamente de geração para geração. Por esse motivo, jogar bola, empinar pipa, ou mesmo brincar de boneca são situações corriqueiras para as crianças de hoje. A proposta é simples e gostosa; a possibilidade dos pais viverem seu lado criança com seus filhos. Experimente, não há nada melhor.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Yeda Timerman</p>
<p align="justify">site: <a href="http://www.alobebe.com.br">www.alobebe.com.br</a></p>
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