Hoje as crianças vivem em ambientes cada vez menores e têm uma quantidade de aulas extras que as ocupam como gente grande. Os pequenos levam as brincadeiras a sério e é muito importante criar espaços (e tempos) para que eles possam exercitar suas fantasias…
Muitas vezes, para crianças menores, ainda em educação infantil, esse espaço é mais respeitado e incentivado. Já as crianças um pouco maiores, que já entraram no ensino fundamental, infelizmente estão cada vez mais perdendo o seu espaço de brincadeira. A brincadeira pura e sem intenções, simplesmente brincar.
Quanto mais pudermos proporcionar momentos lúdicos e cheios de significado, mais eles poderão viver com criatividade. Um educador qualificado, que compreenda os desejos e necessidades das crianças e a partir disso, faça a mediação e dê estímulos para o desenvolvimento da imaginação e da brincadeira, pode proporcionar uma riqueza ainda maior nesses momentos. Ao combinar uma brincadeira com uma criança, desdobram-se infinitas possibilidades de expressão!
Essas possibilidades de se expressar passam também pelo aprendizado de outra língua. As crianças já têm uma facilidade natural para aprender um segundo idioma, então nada melhor do que aprender enquanto se brinca! A brincadeira leva a criação de personagens e situações, que podem ser exploradas também numa segunda língua. Com isso, elas aprendem formas de representar (e ser), vivendo diferentes realidades e culturas.
Por meio das vivências nas diversas atividades de expressão; teatro, corpo, movimento, jogos, culinária, artes, faz-de-conta, música; a segunda língua vai sendo apreendida. Quanto mais contextualizado o trabalho em outro idioma, mais possível fica a “leitura” dos significados. Os objetos e ações podem ser nomeados e retomados em diferentes momentos, mas sempre dentro de um contexto, assim como se aprende a falar na língua materna.
Nas escolas bilíngües, assim como nos cursos de inglês, a criança se vê diante de outros desafios, presentes numa sala de aula. Já com brincadeiras, ela apreende um novo idioma sem esforço, assim, quando estiver em contato com uma forma de ensino que seja mais estruturada, vai tratar desse aprendizado de uma maneira bem mais natural.
*Luccia Ghisalberti – Psicóloga e Coordenadora de Inglês do Espaço Familiarte

Simone, nem sabia da existencia desse blog aqui. Pois vou responder ao MEME sim, pois uma das coisas que mais gosto de fazer aqui no nordeste é lembrar da (boa) infancia no sul. Ja adianto que meu pai era o professor de literatura da escola, e por isso, era quem comprava os livros para a biblioteca. Entao, lembro que uma vez, em pleno início das férias, em dezembro, recebemos lá em casa (a escola estava fechada) uma enorme caixa de livros, com todos os livros da coleção vagalume. Nossa, acho que nao sai de dentro de casa naquelas ferias rsss bjos